Você é como a mulher de Ló?
Hoje pela manhã, Deus me deu uma reflexão sobre a mulher de Ló.
Na história narrada em Gênesis 19, Ló e sua famÃlia fogem de Sodoma que seria destruÃda por conta dos muitos pecados, juntamente com Gomorra. O Senhor, sendo misericordioso com Ló, o retira junto com a sua famÃlia da cidade, porém, eles recebem a seguinte orientação dos anjos, narrada no versÃculo 17:
"E aconteceu que, tirando-os fora, disse: Escapa-te por tua vida; não olhes para trás de ti, e não pares em toda esta campina; escapa lá para o monte, para que não pereças."
A recomendação era simples: Fuja, não olhe para trás e não pare até chegar no local determinado por Deus.
Deus os esperou chegar na cidade de Zoar, uma cidade segura, para que nada acontecesse com eles quando Sodoma e Gomorra fossem destruÃdas. Porém, mesmo estando em um local seguro, abençoado por Deus e protegidos dos efeitos da destruição, a mulher de Ló olhou para trás e, no mesmo momento, virou uma estátua de sal - mesma punição sofrida pelos outros habitantes de Sodoma e Gomorra.
Ao primeiro olhar, a atitude dela parece repreensÃvel, afinal, como pode a mulher ser tão desobediente e ainda sentir falta de uma cidade tão pervertida e com tantos pecados? Porém quantos de nós fazem isso ainda hoje, todos os dias, de maneira tão mais sútil, que, se não fosse a misericórdia de Deus e a graça de Jesus, virarÃamos estátuas de sal da mesma maneira.
Como? Simples: quantas vezes Deus nos resgata, nos abençoa, nos purifica e, de repente, sentimos saudade de hábitos que tÃnhamos quando ainda não havÃamos aceitado viver o evangelho? Sentimos falta da "reunião legal dos amigos" regada com bebida e, algumas vezes prostituição, das festas, das paqueras, das várias curtidas nas fotos sensuais...
Ou ainda vivemos o evangelho, mas ainda permanecemos com um hábito mundano, um pecado de estimação que nos convencemos que "não faz mal a ninguém".
Vamos deixar algo claro: Faz muito mal, sim! Para facilitar, vou ser bem didática:
- Faz mal para você: lembre-se que não existe pecados grandes, pequenos, leves ou graves. Pecado é pecado, e todos levam para o mesmo lugar: o inferno. Em Romanos 6:23, está escrito "Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor."
- Abre espaço para acusações: a partir do momento em que pecamos, satanás usa o pecado para acusar e te ridicularizar diante de outras pessoas. Fazendo com que, em outro momento, você não consiga se posicionar com a autoridade dada por Deus diante de pessoas ou situações, pois podem falar para você algo do tipo: "Quem é você para me dizer isso? Você já olhou o que você faz?"
- Faz mal para quem te observa como referência: Sempre tem alguém que nos observa como referência e que pensa: " se ele conseguiu, eu consigo". A partir do momento em que caÃmos, podemos romper com a esperança de alguém e isso acabar por fazer alguém cair junto.
Satanás nos relembra como algo bom momentos de quando não vivÃamos o evangelho com a intenção de nos fazer sentir saudade, como a mulher de Ló sentiu, até que desobedeçamos de tal forma que nossa alma se transforme em uma estátua de sal e acabemos por nos desviar da verdade.
A verdade é que Deus sabe o que é verdadeiramente bom para nós. Em provérbios 14: 12 está escrito
"Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte"
Ora, se Deus nos alerta em sua palavra quanto aos caminhos que nos parecem bons é porque somos facilmente enganados. Se Deus nos tira de um lugar é porque nosso lugar não é ali e todos os caminhos que são direcionados por Deus resultam em nossa salvação.
A história da mulher de Ló é mais um caso de destruição ocasionado por desobediência. Deus nos exige obediência por amor. Ele nos ama, sabe o que é melhor para nós e, como pai amoroso que é, pede que sejamos obedientes a ele pois seus caminhos são bons, justos e conduzem à vida.
Portanto, façamos como está escrito no evangelho de Lucas 17:32: "Lembrai-vos da mulher de Ló" e estejamos vigilantes para obedecermos a Deus em cada minuto da nossa existência e nunca olharmos para trás.



